Como Ampliar a Consciência em Qualidade de Vida de sua Equipe | Vital Work – Qualidade de Vida no Trabalho e Saúde Ocupacional
Quarta-Feira, 19 de Dezembro de 2018
 

Notícia

Como Ampliar a Consciência em Qualidade de Vida de sua Equipe

Hoje em dia, quem fuma sabe que o cigarro faz mal; aliás, muito mal. Mesmo assim, ele ainda é amplamente vendido em inúmeros pontos de venda. Seguindo uma lógica simplificada, ninguém nunca compraria algo que faz mal para si próprio, mas a realidade sempre quebra nossa lógica e as empresas que de tabaco estão entre as maiores e mais rentáveis do mundo aos seus investidores.
 

Por que será?

Simplesmente porque mudanças para uma vida mais saudável dependem fundamentalmente da vontade do próprio indivíduo. Não importa a insistência, a pressão social, ou quão lógicos sejam os argumentos; no fim a mudança de um hábito é uma escolha pessoal, e se a pessoa preferir continuar fumando, bebendo, ou ficar em casa vendo TV ao invés de se exercitar ela fará exatamente isso. Não adianta tentar esconder o chocolate, ninguém consegue policiar alguém 24 horas por dia.
 
Falamos antes como podemos fazer para aumentar as chances de se mudar uma rotina [link], mas é exatamente pelo motivo mencionado acima que a conscientização tem sempre que ser o primeiro passo para qualquer campanha de saúde: para incentivar as pessoas a escolherem a saúde e o bem-estar ao invés da sensação de prazer momentâneo. No ramo da saúde é preciso ensinar as pessoas a escolherem um futuro um pouco melhor, mesmo que isto demande um sacrifício do presente. Quaisquer outros esforços e investimentos realizados antes que o público alvo saiba da importância do que quer que seja que se queira implementar, está fadado ao fracasso. E esta lógica é válida para qualquer tipo de causa, seja ela na saúde, seja ambiental e ecológica ou até mesmo humanitária.

Qual a dificuldade da conscientização?

Conscientização se traduz em uma única palavra: informação. Em si, esta ideia não parece ser muito complicada: se a pessoa souber o porquê de algo deve ser feito pronto, a conscientização foi alcançada e podemos passar para a próxima fase.  Nem a parte da obtenção das informações é mais tão difícil, já que depois de décadas de estudos e acesso à internet, não temos muitas dúvidas de que cigarro causa câncer ou que beber muito afeta negativamente ao fígado, etc. 
 
O mais complicado não é a informação em si, mas como transmiti-la de uma maneira que ela realmente entrará na cabeça do receptor da mensagem e lá ficará. Como podemos passar essas informações de modo que ela realmente terá um impacto na vida de alguém? Ou seja, como se pode evitar que a informação “entre por um ouvido e saia pelo outro”?
 

Maneiras de conscientizar.

Para uma campanha de conscientização funcionar é interessante que todos os esforços estejam direcionados e que a informação seja de fácil acesso. Uma das maneiras mais difundidas de se passar informação é por meio de palestras.
 
Nesses casos, um profissional, com profundo conhecimento sobre o tema de preferência pois informações erradas são extremamente prejudiciais, se dirige ao público diretamente. É um modo amplamente usado pois dado o conhecimento do palestrante, ele pode escolher quais informações são as mais importantes para se passar, além de que ter alguém falando ao vivo as informações faz os ouvintes prestarem mais atenção. Este método também permite que os ouvintes tirem suas dúvidas com o palestrante que é uma fonte mais confiável do que apenas o que ouvimos no dia-a-dia.
 
Contudo, para uma palestra ser realmente eficaz, é preciso que o palestrante não saiba somente sobre o tema que está explicando, mas sobre oratória e didática também. A maneira que ele fala, o tom de voz, sua abordagem, tudo influencia na capacidade de retenção das informações pelo público. Por isso nem sempre a maior autoridade no assunto é a melhor pessoa para dar uma palestra, mas sim que consegue melhor transmitir as informações. Assim, na escolha do palestrante é bom escolher alguém com experiência também em falar em público.
 
Atualmente muitos tipos diferentes de palestras, que envolvem a participação do público durante a apresentação, ou mesmo jogos e brincadeiras, estão surgindo. Não é preciso ser um gênio para perceber que participar ativamente de 
É dito também que a forma mais eficaz e eficiente de se transmitir uma mensagem é através do uso de histórias. Muitos estudos psicológicos acreditam que isso seja porque nosso cérebro está acostumado a pensar através de história (somos nada mais do que o personagem principal na história que é nossa vida), e por isso muitos palestrantes introduzem histórias em suas palestras, para servir como exemplo. Ouvir a história pessoal de alguém que fumava, teve câncer e acabou por falecer e deixou a família com crianças pequenas é um motivador poderoso, mexe com a empatia, e pode gerar mais mudanças na vida de alguém do que ouvir simplesmente estatísticas.
 
Indo de encontro com essa ideia temos hoje não só palestras, mas intervenções teatrais que, através da história e interação com o público potencializam as chances de as informações serem gravadas, além de serem mais divertidas e historicamente terem uma maior presença. Mudar a cabeça dura das pessoas pode não ser tão simples, mas também não precisa ser algo terrível, afinal com alegria e descontração fica muito mais fácil aprender.
 
Outros modos de conscientização envolvem materiais de apoio, para que o público possa ler por si mesmo sobre o tema de acordo com a manifestação de seu interesse: panfletos, artigos, livros, portais on-line, etc.
 
E não é somente o indivíduo que tem que ser conscientizado, mas as pessoas em volta também. Com apoio de familiares e amigos fica muito mais fácil encarar essas mudanças. Para eles é mais fácil servir como consciência, afinal, os outros não sentem o prazer do presente quando nos satisfazemos com algo que nos prejudica a saúde. O que eles enxergam é o futuro no qual a saúde de seu ente querido estará pior.
 
Os outros também servem como um ótimo incentivo. Uma pessoa saber que está prejudicando o próprio corpo às vezes não é suficiente para mudar a cabeça de alguém, já que o corpo “é meu e faço o que quiser com ele”. Mas saber que estamos prejudicando outros gera um poderoso sentimento de culpa que pode ser um valioso aliado nesses momentos. Por isso que pais param de fumar mais facilmente quando recebem incentivos dos filhos.
Por fim é essencial entender que a mudança não precisa nem deve ser drástica para ser duradoura. Não adianta mostrar só uma palestra uma vez ao ano e esperar que tudo se resolva. O esforço e o apoio precisam ser contínuos, até para a informação permanecer fresca na memória. Nosso cérebro tende a achar que um problema que não é mais mencionado foi resolvido, e isso pode jogar todos os esforços de conscientização pela janela. 
 
Devagar se vai longe. Se as pessoas podem ser teimosas para largar seus vícios também podemos ser teimosos ao tentar mudá-los.
 
(11) 3106-3756
Rua Apeninos, 429, conj. 1201/1202
Aclimação - São Paulo/SP