O Mal da Obesidade | Vital Work – Qualidade de Vida no Trabalho e Saúde Ocupacional
Quarta-Feira, 19 de Dezembro de 2018
 

Notícia

O Mal da Obesidade

Dia 06 de Abril é comemorado o Dia Nacional de Mobilização pela Promoção da Saúde e Qualidade de Vida. Este dia chega em boa hora pois um dos maiores vilões da saúde precisa ser discutido.
 
Vamos levar um susto aqui. Vejamos alguns dados relativos à obesidade no Brasil de 2013 de acordo com o relatório Vigitel 2013 do IBGE: 
  • 50,8% dos brasileiros estão acima do peso ideal, o chamado sobrepeso.
  • Dentro dessa porcentagem, temos 17,5% que são considerados obesos. Se considerarmos a média mundial de 13%, vemos que estamos acima.
  • 54,7% dos homens estão com sobrepeso, enquanto 47,4% das mulheres estão com sobrepeso.
Ou seja, mais da metade dos habitantes aqui do Brasil estão acima do peso ideal. A ideia de que alguma região, grupo, ou mesmo que “na minha empresa não temos este problema” fica cada vez mais difícil de ser defendida, já que está tão disseminado.
 
Porém, nem tudo é tristeza. Como boa notícia, esta foi a primeira vez que os brasileiros conseguiram estabilizar as taxas de sobrepeso e obesidade nos últimos anos ao invés de aumentá-la, o que pode significar que a sociedade como um todo está se tornando ciente deste problema.

Desde Pequenos

Mas esse problema é mais generalizado do que se pensa, afinal para crianças o cenário também é sério. Pegando como base dados um pouco mais antigos, de 2008 e 2009, vemos a seguinte distribuição de pesos divididos por faixa etária em crianças e adolescentes:
  • De 5 a 9 anos: 33,5% em sobrepeso; 14,3% obesos.
  • De 10 a 11 anos: 28,6% em sobrepeso; 8,6% obesos.
  • De 12 a 13 anos: 25,5% em sobrepeso; 5,7% obesos;
  • De 14 a 15 anos: 17,7% em sobrepeso; 3,9% obesos;
Percebe-se que adolescentes tem maior facilidade em manter um peso saudável, mesmo levando uma vida sedentária ou se alimentando mal. Contudo, conforme vão envelhecendo, o corpo muda, perde esta capacidade e manter o peso ideal se torna mais difícil, e assim chegamos ao cenário de hoje do Brasil em que mais de 50% dos adultos estão com sobrepeso.
 
Este não é um problema específico ao nosso país. Os EUA, que têm a maior proporção de pessoas acima do peso no mundo, buscam combater isto. A própria primeira dama, Michelle Obama, possui um programa exclusivo para melhorar a alimentação das crianças. O programa, chamado de Let’s Move, ou Vamos nos Mexer, objetiva resolver o desafio da disseminação da obesidade infantil em uma geração. Isto é importante para colocar as crianças e adolescentes no caminho certo no futuro. E é este tipo de mudança de mentalidade através da educação e do fornecimento de alimentos saudáveis que precisa ser implementado aqui. Seja para crianças nas escolas, seja com os adultos nas empresas.
 

Riscos

Os custos da obesidade e do sedentarismo se espalham pela sociedade, não ficam só na própria pessoa. Isso porque quem é sedentário possui menos energia durante o dia, se cansa mais fácil e está mais suscetível a uma série de doenças e malefícios à saúde.
 
Entre essas doenças podemos citar:
  • Doenças cardiovasculares, causadas pelas placas de gordura, por exemplo, que entopem as veias e artérias, dificultando o fluxo sanguíneo, ou até causando coágulos nas veias. Entre essas doenças estão pressão-alta, AVC (derrames) e até mesmo infartos, que podem levar à morte.
  • Diabetes tipo 2. A diabetes é uma doença em que o nível de glicose no sangue é muito alto. Quem sofre deste mal não consegue produzir a insulina suficientemente, substância que quebra o açúcar e o torna em energia. O excesso de açúcar no sangue pode levar a uma série de complicações, como perda de membros, cegueira e até a morte.
  • Câncer de cólon, mama, endometrial e de bexiga, cujo risco pode ser aumentado em indivíduos obesos.
  • Distúrbios ósseos e articulares. O excesso de peso força as articulações e as costas, desgastando as ligações entre ossos, o que leva a dor.
Tomemos as doenças cardiovasculares, por exemplo. Elas são a principal causa de morte no Brasil, mostrando o quanto a obesidade é um fator de risco. Simplificadamente, em questão de estilo de vida, os maiores vilões são alimentação e sedentarismo, o fumo e a bebida. Se o indivíduo não fuma e nem bebe, come bem e pratica esportes, tem grandes chances de ter uma qualidade de vida melhor.
 

Custos

Os custos da obesidade são altíssimos, e afetam diretamente na economia. Agora que o país segue uma das maiores recessões de sua história, esta redução de custos é extremamente importante. Os custos aumentam devido à redução na produtividade, maior desigualdade salarial e até mesmo maiores custos de transporte. Isto sem considerar o maior custo de todos, os impactos negativos que a obesidade tem no bem-estar do indivíduo. E isso está cada vez mais comum.
 
Falando em questão de planos de saúde, estima-se que no mundo, cerca de 20% dos gastos com cuidados de saúde estão relacionados a medidas para prevenir e tratar esta condição e a lidar com doenças relacionadas a ela, como as mencionadas doenças cardiovasculares e diabetes.
 
Por isso é importante que as empresas tenham uma cultura voltada à saúde e bem-estar dos seus funcionários, não apenas para ser um bom lugar para trabalhar, mas também por motivos financeiros mesmos. Colabores motivados, e bem de saúde, sem dúvida trabalham melhor. E, como é mais difícil mudar sozinho, a ajuda da empresa é fundamental já que as pessoas tendem a passar grande parte do dia no trabalho.

Como saber se estou obeso?

Se está em dúvida quanto à situação de uma pessoa, a melhor maneira é procurar um profissional de saúde qualificado, como um nutricionista ou médico, que ele poderá avaliar corretamente a situação, e isto não é muito complicado.
 
Contudo, para se ter uma ideia, pode ser calculado o IMC – Índice de Massa Corporal, que fornece rapidamente uma visão aproximada para ver se o peso é ideal ou não. Para calcular o IMC basta pegar o peso em quilos e dividir pelo quadrado da altura em metros. Por exemplo, alguém com 78kg e 1,74 tem um IMC de 78/(1,74)² = 25,76. Para saber se isso é bom ou ruim, é só checar:
  • Menos de 18,5 está abaixo do peso
  • De 18,5 até 25 está normal.
  • De 25 até 30 está em sobrepeso.
  • Acima de 30 está obeso, sendo que acima de 40 é considerado obesidade mórbida.

 

Por fim, o importante é saber que a obesidade e sedentarismo são problemas muito disseminados na sociedade atual, devido ao contexto em que vivemos, o conforto que obtivemos. A comida é jogada no lixo e está cheia de açúcares, sais e aditivos. Devido ao alto risco que envolve ser obeso, é um mal que vale a pena combater.
 

Referências:

http://www.brasil.gov.br/saude/2014/04/brasil-estabiliza-taxas-de-sobrepeso-e-obesidade
http://www.abeso.org.br/uploads/downloads/70/553a23f27da68.pdf
http://www.letsmove.gov/learn-facts/epidemic-childhood-obesity
http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/as-principais-causas-de-mortes-no-brasil-e-como-evita-las
http://www.bloomberg.com/news/articles/2015-03-05/american-economy-has-a-weight-problem-as-costs-of-obesity-mount
 
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