O Surto do Zika e como Reagir em Tempos de Crise | Vital Work – Qualidade de Vida no Trabalho e Saúde Ocupacional
Quarta-Feira, 19 de Dezembro de 2018
 

Notícia

O Surto do Zika e como Reagir em Tempos de Crise

O maior vilão do Brasil
(O maior vilão do Brasil)
Há 1 ano, a palavra Zika fazia parte do vocabulário da maioria das pessoas, apenas com um significado diferente. Com pronúncia idêntica, mas com uma grafia levemente alterada, “zica” se falava quando algo dava errado, sendo considerada uma moléstia do destino. “Deu zica”. Porém, na Bahia, no começo de 2015, começaram a surgir os primeiros casos de uma estranha doença. Ela causava febre baixa, dor nos músculos e no corpo, irritação na pele. Deste último sintoma veio o nome pelo qual os médicos da região a chamavam: “síndrome eczematosa indeterminada,” onde o termo “indeterminada” é chave para entendermos o quanto de informação se tinha sobre a doença. A doença se disseminou, autoridades competentes foram chamadas, e se identificou o responsável como sendo um vírus como sendo um descoberto em 1947, e o diagnóstico foi literal: “deu zika.”
 
Agora estamos no começo de 2016, 1 ano depois dos primeiros casos, e o tema já mudou o vocabulário das pessoas. Noticiários no jornal, programas do governo, propagandas institucionais durante a novela das nove, compartilhamentos nas redes sociais, mensagens da Organização Mundial da Saúde. Unindo forças com a já conhecida dengue e ao irmão do meio, o chikungunya, a zika tornou o aedes aegypti inimigo público número 1.
É impressionante o quanto podemos fazer se todos trabalharmos juntos. E, no futuro, este pode ser um caso que poderá ser estudado no futuro quando quisermos avaliar como a sociedade pode reagir a situações de emergência. Falamos em sociedade e, dentro dela, como as empresas devem agir?
 
Como sempre mencionamos em artigos, o papel da empresa que quer potencializar a qualidade de vida de seus funcionários deve sempre tomar certas atitudes. Entre essas atitudes estão a disponibilização de serviços de bem-estar e de informações de saúde, facilitando o acesso para seus colaboradores.
 
Por isso, são as instituições que têm um grande papel nesses tempos de crise em que agir rápido é fundamental, como nesse momento em que estamos vivendo graças ao aedes aegypti. O governo atua com seus programas de combate ao aedes e mobilizando a sociedade como um todo; as escolas educam as crianças; e as empresas conscientizam seus funcionários.
 
Este também é um momento oportuno para se falar do aedes, mas especificamente do zika vírus, porque está chegando o dia da mulher, e elas são as mais afetadas pelo vírus graças à relação recentemente descoberta entre o zika e a microcefalia. 

A Dengue

É já conhecida do brasileiro, tendo altos surtos nos últimos anos. É uma doença por vírus que causa febre, dor de cabeça, cansaço, vômito e dores no corpo inteiro.
 
A mais perigosa é a chamada dengue hemorrágica que pode causar, como o próprio nome diz, hemorragias, sangramentos, dificuldade respiratória e levar até à morte em casos mais graves.
 

A Chikungunya

A identificação dos primeiros casos no Brasil ocorreu em 2014 e possui sintomas muito parecidos com a dengue. A maior diferença é que a dor articular nesse caso tende a ser maior, afetando muito o portador da doença.
 
Como não possui uma variação hemorrágica apresenta um risco menor para a vida do que a dengue. Contudo ela pode ser perigosa em bebês ou idosos. Ela é 50 vezes mais mortal em idosos do que em menores de 45 anos, por exemplo.

A Zika

Os sintomas do zika são de febre, dor nos músculos, irritações na pele, muito parecido com as duas doenças irmãs. A diferença é que as consequências podem ser muito graves, principalmente no caso de mulheres grávidas já que ele pode causar a chamada microcefalia dependendo do estágio de desenvolvimento do feto.
 
A microcefalia é uma doença neurológica em que a cabeça e o cérebro da criança são menores do que o normal, e ocorre porque o cérebro não cresceu o suficiente durante a gestação ou mesmo depois do nascimento do bebê o que gera dificuldades de desenvolvimento. É uma doença grave pois pode afetar a pessoa durante toda a vida e não há uma cura disponível que reverta totalmente a situação.
 
Por isso é importante nesse próximo dia 08/03, O Dia Internacional da Mulher, que elas sejam lembradas deste risco que pode afetá-las no futuro.

Transmissão

As três doenças são transmitidas através da picada do mosquito Aedes Aegypti, sendo ele portanto o vetor desta doença. Este mosquito costuma picar suas vítimas no final da tarde ou à noite. De maneira simplificada, o mosquito pica um indivíduo contaminado, adquirindo o vírus para si. Ao picar uma pessoa saudável, acaba passando o vírus a ela, e assim por diante.
O zika, suspeita-se, também pode ser transmitido por relações sexuais, aumentando ainda mais o risco de contágio.

O Tratamento

Os tratamentos são semelhantes entre as doenças. Convém o uso de medicamentos para controlar os sintomas de febre e dor, além de ser necessário o repouso e a ingestão de bastante líquidos. Se persistirem os sintomas deve ser procurado um tratamento médico. Como pode-se perceber o tratamento não envolve combater diretamente o vírus, apenas os sintomas.
 
Por fim, deve-se prestar bastante atenção pois alguns medicamentos que devem ser evitados em casos de suspeita de dengue. Para saber quais medicamentos evitar, consulte um médico. Atualmente estão sendo desenvolvidas novas formas, mais rápidas e baratas de diagnóstico, e esperamos ver no futuro recente vacinas contra essas doenças.

Como combater

Não há cura fácil, seja para a dengue, seja para a zika, e por isso adotamos a estratégia de não atacar o vírus diretamente, mas sim o seu vetor. Para se reproduzir, o Aedes Aegypti precisa de água parada para botar seus ovos. Por isso que se fala tanto em evitar deixar água parada exposta; sem acesso a ela o mosquito tem dificuldade em se reproduzir. 
Essa é a melhor maneira de evitar casos dessas doenças na sua região.
 
O surto do zika pode se tornar um ótimo exemplo do que nós, como sociedade, somos capazes de fazer quando nos mobilizamos em torno de um objetivo em comum já que o combate só terá efeito se todos fizerem sua parte.
Agora é pôr as mãos na massa.
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