Por que comer bem? | Vital Work – Qualidade de Vida no Trabalho e Saúde Ocupacional
Sábado, 18 de Agosto de 2018
 

Notícia

Por que comer bem?

Comer, comer é o melhor para poder crescer. Seja como pessoa, ou mesmo como empresa, pois que ela só cresce junto com seus colaboradores. 
 
De acordo com dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) empregados saudáveis: são mais produtivos, possui maior moral, gasta menos com planos de saúde, faltam menos, permitem um crescimento sustentável da empresa.
E, no centro de uma vida saudável está a alimentação. 

A situação no Brasil

Como falamos em um artigo anterior, a obesidade afeta uma parcela considerável da população, com mais da metade dos brasileiros acima do peso ideal e desses, 17,5% são considerados obesos. Valores esses que estão acima da média mundial. 
Como nós literalmente somos formados pelo que comemos, então todo o cuidado é necessário para que na hora de comer, afinal não são exercícios apenas que afetam na saúde e qualidade de vida. A alimentação tem um impacto direto na longevidade, no estresse, no sono e no bem-estar em geral. Aliás, os benefícios de se comer bem nem precisam mais serem vendidos, todos já o conhecem. 
 

Mas o que é uma alimentação saudável?

Hoje temos acesso a uma infinidade de informações, mas no meio desse mar de dados as informações acabam nos confundindo, e ninguém mais sabe o que fazer. Ovo faz bem ou mal? Café causa câncer? Todas essas são notícias que se espalham pela web e pelos programas de TV pois chamam muito a atenção e muitas vezes os estudos que originaram esses artigos ou foram mal feitos, ou a mídia altera a conclusão para chegar em uma manchete mais chamativa.
 
Foi o que mostrou John Bohannon, um jornalista americano que fez um teste, com ajuda de estatísticos, “matemágica” e escolha pouco criteriosa de pessoas para seus estudos, chegou à conclusão de que chocolate (só o amargo, para dar credibilidade à história) fazia bem à saúde em doses moderadas.
 
A notícia foi publicada em mais de 20 países, sites e revistas, antes da verdade ser finalmente mostrada: os resultados foram trabalhados para chegar ao resultado que se queria. Mesmo assim, a notícia se espalhou como fofoca, até mesmo em revistas científicas científico, mostrando que não se pode acreditar em tudo o que se lê.
 
Todo mundo caiu nessa.

Então, o que as pessoas devem comer?

Não existe uma única resposta. Fora algumas orientações básicas que todos devemos seguir, e que já são conhecidas, como não exagerar nos doces, comer frutas e verduras, etc., cada um possui uma necessidade alimentar específica. Mas dietas muito restritivas, que acabam virando moda, não costumam dar certo, apenas dificultando a perda de peso no futuro.
E não são apenas as pessoas obesas que necessitam de uma alimentação especial.
 
Do outro lado do espectro, temos as pessoas que estão abaixo do peso, que também tem suas consequências desastrosas para a saúde. Desde pessoas com dificuldade para engordar, falta de nutrientes, ou mesmo por razões psicológicas, não comem direito. Ganhar peso nesses casos é bastante difícil. 
 
Maus como diabetes, que são bastante comuns, afetando cerca de 10 milhões de brasileiros, demandam uma alimentação balanceada e específica para evitar complicações no futuro. Alergias, intolerância à lactose, deficiências nutricionais, pressão alta, enfarto, são todos históricos que demandam uma atenção ao que se come. Como são até bastante comuns, afetam uma grande parte da população e, consequentemente a empresa.
 
E, de um lado mais positivo, quem pratica esportes precisa de um boost, de nutrientes específicos. Que pessoa normal aguentaria a dieta do Michael Phelps, que durante a época de treinamentos ingere 12mil calorias por dia, contra as cerca de 2mil de uma pessoa “normal”. Só no café da manhã são 2 sanduíches de ovos fritos, com queijo, cebolas e maionese. 
 
Vegetarianos, e em nível maior, veganos, que não comem nada de origem animal como leite e derivados, ovos e até mel, precisam de alguma maneira para obter os nutrientes que necessita. 
 
Ou seja, se alimentar bem pode ser um pouco complicado se quisermos dar um passo a mais. Para saber como se alimentar ajuda muito falar com uma nutricionista.
 

Acompanhamento Nutricional

O acompanhamento de uma nutricionista é bastante eficaz nesse sentido. Ao avaliar a situação inicial do paciente ela é capaz de fornecer orientações específicas para o caso do paciente, levando em conta sua saúde e seus objetivos: perder peso, ganhar massa muscular, etc. 
 
Mas como o nome fala é um acompanhamento; de nada adianta uma única visita. Não há um remédio prático que de uma vez resolva todos os problemas, uma única injeção que pronto, o corpo já está saudável. A alimentação deve ser contínua, e por isso, caso haja a escolha de um atendimento com nutricionista, deve ser feito um acompanhamento contínuo. Se é para fazer, faça direito, para não ter que repetir depois.
 
Além disso, não adianta mudar a alimentação só na semana da visita e depois voltar ao normal. Logo o corpo volta à situação antiga e, vencemos uma batalha, mas no final perdemos a guerra. É preciso manter a mudança como um hábito. Não adianta parar por um tempo e depois voltar.

O que a empresa tem a ver com isso?

A empresa não deve atuar apenas como uma investidora na saúde dos seus funcionários. Ela influencia diretamente na alimentação.
 
Se a empresa que fornece o almoço, então os colaboradores estão fadados a comer o que a empresa oferece. Se comem fora, as opções de restaurante por perto oferecem opções mais saudáveis?
 
As salas de café, possuem biscoitos? Muito açúcar? Só refrigerantes? Ou oferece mais opções, como sucos, água de coco, iogurte? Ao ficar até mais tarde no trabalho, os colaboradores são obrigados a pedir uma pizza de calabresa? 
A cultura da empresa precisa incentivar a alimentação saudável. Além disso, uma pessoa sozinha, principalmente homens, dificilmente procuram atendimento nutricional. Se a empresa oferecer este tipo de serviço, ou mesmo a educação alimentar ao funcionário, facilita muito para que ele tenha incentivos para comer bem.
 
Afinal, passamos a maior parte do trabalho na empresa, e quanto menos obstáculos para a alimentação saudável, mais fácil chegar ao resultado. Estudos realizados no exterior mostraram que programas de perdas de peso no próprio local de trabalho trazem resultados positivos, tanto em perda de peso, como em redução no IMC.
 
Se somos o que comemos, a empresa é feita por seus funcionários. Se a empresa quer estar saudável, as pessoas que a formam também precisam estar.
 
Referências:
  • http://www.who.int/occupational_health/topics/workplace/en/index1.html
  • http://io9.gizmodo.com/i-fooled-millions-into-thinking-chocolate-helps-weight-1707251800
  • http://www.endocrino.org.br/numeros-do-diabetes-no-brasil/
  • http://www.michaelphelps.net/michael-phelps-diet/
  • http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4380658/

 

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